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Os Nutrientes Essenciais
As substâncias
responsáveis pelo fornecimento de calorias ao organismo, os nossos
“combustíveis” energéticos, dividem-se em: proteínas ou prótidos;
gorduras ou lípidos; e hidratos de carbono ou glícidos. Todavia, e
porque nem só de calorias vive o ser humano, outros componentes
alimentares existem que, agindo numa interacção constante, se revestem
de suma importância para o nosso metabolismo e para o tecido cerebral.
Contam-se, entre eles, as vitaminas e os sais minerais, mas também
outras substâncias de absoluto relevo, como as fibras ou a celulose e a
água.
Proteínas
As proteínas são,
por excelência, os materiais construtores do organismo. Constituem
metade do peso seco do corpo, do qual 1/3 é formado por músculos,
1/5 por ossos e cartilagens e 1/10 pela pele e restantes tecidos.
A
proteína é a base da constituição de qualquer músculo. Disso não
resta qualquer dúvida. A parte "densa" da massa muscular é
constituída por proteína ou fibras proteicas. É o primeiro de todos
os suplementos que deve ser tomado. É simplesmente o alicerce. Só em
cima dele é que se pode continuar a construção de algo sólido.
Estudos científicos e experiências recentes de culturistas e
"gentes" dos desportos com pesos defendem que o consumo de proteína
para um atleta de musculação ou outros desportos onde a massa
muscular seja um objectivo deve ser no mínimo de 1,5g / Kg de peso
corporal / Dia. Assim sendo, um atleta de 80Kg deve consumir por dia
80 x 1,5g = 120g de Proteína.
A
Proteína faz parte do dia-a-dia de um atleta de pesos e de outros
desportos também. As suas aplicações são múltiplas, pois aplica-se a
vários objectivos a conseguir com o corpo. Sem ela quase não vale a
pena prosseguir.
Hidratos de
Carbono
Vulgarmente
conhecidos por “açucares”, os hidratos de carbono, ou glícidos, são
compostos químicos de carbono, oxigénio e hidrógenio e representam
uma das mais importantes fontes de energia do organismo humano.
Os hidratos de
carbono simples são moléculas duplas ou simples de açucares que
requerem pouca ou nenhuma digestão. Penetram rapidamente no fluxo
sanguíneo e são transportados para todo o organismo, aumentando os
valores de concentração de açúcar no sangue – a glicemia – e
assinalando ao pâncreas que deve segregar insulina. É esta
importante hormona que evita a acumulação excessiva de açúcar na
corrente sanguínea e que garante que as necessidades de glucose
sejam supridas. A frutose, o açúcar da fruta constitui um exemplo de
hidrato de carbono simples. Este tipo de hidratos de carbono é,
nomeadamente essencial para a sobrevivência das células cerebrais e
dos glóbulos vermelhos. Parte da energia libertada é consumida de
imediato, pelas células, mas a restante é armazenada, principalmente
no fígado e nos músculos, para ser utilizado quando o organismo dela
necessitar.
Os hidratos de
carbono complexos, por seu lado, são constituídos por longas
cadeias de moléculas de açúcar, que têm de ser decompostas pelas
enzimas digestivas em moléculas simples, antes de poderem ser
absorvidas pelo sangue. A beterraba, o leite e os alimentos
farináceos contém estes tipo de açucares. Neste último caso, e uma
vez que a digestão demora algumas horas, a glucose é lentamente
libertada no organismo. Consequentemente, a insulina também é
libertada gradualmente, à medida que vai fazendo falta ao
metabolismo, permitindo que o sangue regule e equilibre os seus
níveis de açúcar.
Conselho
para quem não quer ganhar muito peso, muito menos gordura: Tente
reduzir o consumo de hidratos de carbono refinados – açúcares, bolos
e chocolates, entre outros – substituindo-os por outras alternativas
(como os adoçantes por exemplo) e opte, sempre que possível, pelos
hidratos de carbono complexos. Uma vez que a função dos hidratos de
carbono também é fornecerem energia ao organismo, um consumo
excessivo de açucares poderá, facilmente, causar cáries dentárias e
transformar-se em obesidade.
Gorduras
As gorduras (ou
lípidos) são alimentos muito energéticos e o nosso corpo precisa
delas para funcionar adequadamente. Facilitam a absorção de
vitaminas A, D, E e K e são essenciais aos músculos, ao cérebro, à
pele, ao cabelo às nossas defesas imunológicas, e à estrutura
celular. Contudo, quando ingeridas em excesso (relativamente às
necessidades do metabolismo), são elas que nos fazem engordar e
elevar os níveis de colesterol, pois o nosso organismo queima os
hidratos de carbono mas armazena a gordura. Alguns estudiosos
defendem também que o consumo excessivo de gordura pode estar
associado a alguns tipos de cancro.
Cada individuo deve
ingerir, diariamente, uma quantidade de gordura proporcional às suas
exigências energéticas. Por exemplo, um homem com 70 kg de peso, que
desempenhe uma actividade que exija um dispêndio médio de energia,
precisa de 2800 calorias por dia. Os lípidos devem contribuir com
cerca de 20% deste valor. Tudo o que for para além deste valor será
armazenado nos tecidos adiposos, gerando a obesidade.
Tente reduzir o
consumo de gorduras saturadas – como a banha e a manteiga, por
exemplo -, que podem fazer subir o nível de colesterol no sangue.
Prefira sempre as
mono insaturadas – como o azeite e o óleo de amendoim – e as poli
insaturadas – óleos de girassol e de soja -, de preferência em cru.
Mesmo assim, faça-o sempre de forma moderada, para não serem
prejudiciais à saúde.
Conselhos:
Reduza o consumo de gorduras, sobretudo as saturadas. Prefira leite
e iogurtes magros e, para engrossar molhos, use queijo fresco
cremoso em vez de natas. De preferência azeite, e ignore os óleos e
manteigas. Evite os fritos e, ao cozinhar os alimentos, tempere de
azeite apenas quando estiver a finalizar a cozedura. Sempre que
possível opte pelas gorduras vegetais em vez das animais. E nunca se
esqueça de retirar as gorduras das carnes vermelhas e as peles das
brancas.
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